17/08/2020 voltar

Alguns dos carros mais icônicos do Brasil

Confira os 10 carros mais icônicos da história do automobilismo brasileiro. Viaje no tempo e reviva esse momento.

Recordar é viver – e por que não relembrar os ícones de quatro rodas que fizeram história na indústria nacional de automobilismo? Aqueles que se tornaram os queridinhos de muitas gerações e continuam fazendo multidões de fãs por onde passam. Confira o Top 10 dos carros mais icônicos do Brasil.

  • VW Fusca – 1935 a 2003
Por volta de 1932, na Alemanha, Ferdinand Porsche deu início a um esboço do seu primeiro protótipo que se chamaria VW3 e em 1935 teve início na produção. O Fusca, desde o início de sua produção, tinha o intuito de ser um carro barato, com mecânica simples, de baixo custo e de consumo reduzido de combustível.

No Brasil, o modelo chegou em 1950 e foi um sucesso, tanto é que, por volta de 1970, ele representou 70% da frota nacional e seu sucesso não para por aí: por muitos anos o Fusca foi o automóvel mais fabricado e mais vendido no mundo. Sem dúvidas, foi o carro mais querido do país por um longo período.

As suas formas arredondadas encantavam e o tornavam mais moderno em relação aos demais modelos quadradões da época. O último dos cerca de 22 milhões de exemplares da VW foi feito no México em 2003. Mas, até hoje, o VW Fusca possui uma multidão de fãs, que o idolatram e preservam a sua memória.

  • Volkswagen GOL GTI – 1988 a 2000
Em 1988, foi lançado um dos melhores esportivos nacionais e, além desse título, carrega a importância de ser o primeiro carro nacional com injeção eletrônica, no motor 2.0l AP, com 120cv e 18,4 kgfm de torque... estamos falando do Gol GTI!

No ano de estreia, o modelo tinha exclusividade de apenas 2 mil unidades, na cor Azul Mônaco, assim como tudo nele remetia a um verdadeiro esportivo - atingia 100km/h em 9,5 segundos, apresentava um visual moderno, cores arrojadas, bancos esportivos, volante revestido de couro, faróis de milha, lanternas traseiras em vidro fumê, sistema de som com toca-fitas e procura automática de estações de rádio (que na época era o máximo em tecnologia), o que o tornava um dos carros mais caros da época.

Todos esses atrativos o eternizaram como o melhor VW de todos os tempos.

  • VW Kombi – 1953 a 2013

A Kombi surgiu com os mesmos objetivos do Fusca: ser uma opção simples e barata para o transporte de cargas e para lazer, e em pouco tempo conquistou o consumidor. Ao longo do tempo, se tornou o utilitário mais famoso do mundo. Sua primeira unidade produzida em solo brasileiro, aconteceu em 1957.

Era ideal para famílias grandes, comerciantes, frotistas e ainda era o veículo que possuía melhor custo benefício em relação aos seus concorrentes. Em 2013, a versão comemorativa dos 60 anos de vida, chamada de “Last Edition” se despediu dos brasileiros.

  • Chevrolet Opala SS – 1971 a 1981

O modelo da Chevrolet foi o primeiro projeto nacional da marca e até hoje é reconhecido por ser um dos maiores clássicos da indústria brasileira. O seu nome é resultado de uma fusão entre dois modelos da GM, o Opel e o Impala. O modelo teve diversas versões, totalizando quase um milhão de unidades vendidas na trajetória do Opala SS (sigla referente a Super Sport).

Apesar do primeiro Opala estar sendo comercializado desde 1968, apenas em 1971 a versão SS chegou ao mercado, com teto de vinil preto, que era sinal de exclusividade e esportividade, faixas esportivas com a inscrição “SS” nas laterais, rodas com desenho exclusivo, acabamento interno diferenciado, volante de três raios, painel de instrumentos com conta-giros marcando até 6 mil rpm com modelo de 6 cilindros, motor 4.1, que foi utilizado até o final de sua produção.
 
  • Chevrolet Kadett GSI – 1989 a 1998

O Kadett foi lançado em três versões: SL, SL/E e a esportiva GS e chegou com muitas inovações, como câmbio automático, ar condicionado e a direção hidráulica. Desde muito cedo, o modelo se tornou sucesso de vendas, desbancando inclusive, concorrentes europeus, como o Golf, por exemplo.

O modelo GSI contava também com um belo painel 100% digital colorido, que era sensação na época, era robusto e potente, equipado com motor de 2.0 à gasolina capaz de render 121cv, câmbio mecânico de 5 marchas, rodas de liga-leve aro 14”, bancos esportivos, suspensão traseira a ar e aerofólio traseiro.

Em 1992, o modelo ganhou a versão conversível, mas teve vida curta, devido ao custo de fabricação, pois apesar de ser produzido no Brasil, ia para a Itália para instalação da capota. Ao final de sua produção, em 1998, a GM contabilizou a venda de 394.068 unidades.
 
  • Chevrolet Monza S/R – 1986 a 1989

O modelo contava com faróis de milha, spoiler dianteiro, para-choques pretos com friso vermelho (e uma larga faixa mantendo o padrão nas laterais), rodas de liga diferenciadas, retrovisores da cor do carro e aerofólio. Em seu interior, os bancos eram Recaro e a grafia dos instrumentos, vermelha, vidros e retrovisores externos elétricos e ainda possuía carburador d*-e corpo duplo e um novo coletor de admissão. Ele também foi o primeiro nacional a ter lanterna de neblina.

O escapamento com saída maior proporcionava um ronco mais encorpado, dando mais agressividade e esportividade ao modelo. O Monza S/R possuía motor 1.8l e gerava 106cv, porém em 1987, o modelo passou a contar com um motor 2.0 de 95cv.
 
porém em 1987, o modelo passou a contar com um motor 2.0 de 95cv.

  • Ford Maverick – 1973 a 1979

O Maverick era vendido como o carro que reunia esportividade e requinte e não só desfilava pelas ruas, mas também marcou diversas produções cinematográficas. Esse modelo foi o legítimo representante “muscle car” brasileiro: era confortável espaçoso, luxuoso e potente.

No mercado americano, ele surgiu em meados de 1969 e, no Brasil, chegou em 1973, com uma grande campanha de marketing e em três modelos: Standard e Super Luxo equipados com um motor V6 3.0 de 112cv, e o magnífico GT top de linha, que trazia um V8 5.0 302 “herdado” do Mustang que gerava 192cv e alcançava 180 km/h. No Brasil, o modelo vendeu cerca de 108 mil exemplares.

  • Ford Escort Xr3 – 1983 a 1996

O Escort foi lançado em 1968 na Europa e seu modelo inovador, design e mecânica fez desse modelo um sucesso de vendas. Já em 1983, o modelo chegou no Brasil e a versão Xr3 encantou a todos, principalmente os mais jovens.

Ayrton Senna foi o garoto propaganda escolhido pela Ford para apresentar o novo modelo, que apresentava um visual diferenciado, com rodas de liga-leve de 14”, aerofólio traseiro, faróis de milha e de neblina, teto solar, lavadores de faróis, bancos e volantes esportivos. Contava ainda com um motor 1.6 de 83cv.

  • Fiat Uno Turbo – 1994 a 1996

Em dois anos, o Uno Turbo produziu 1.801 unidades, que eram oferecidos nas cores amarelo, vermelho e preto. No interior, contava com bancos anatômicos, volante esportivo e instrumentos que incluía o manômetro para monitorar a pressão do turbo e o diferencial, o painel com o velocímetro com escala que marcava até 240 km/h.

Esse é um modelo esportivo compacto, com rodas de aro 14”, sistema de suspensão com amortecedores mais firmes e estabilizador dianteiro, para-choques exclusivos, saias laterais, adesivos decorativos, além do motor 1.4 turboalimentado, com 118 cv e 17,5 kgfm de torque, atingindo facilmente os 100 km/h em 9,2 segundos.

Com tanta exclusividade e potência, é fácil entender o motivo desse modelo estar na lista, não é?

  • Fiat Tempra – 1991 a 1999

O Tempra era o carro mais moderno do país neste período, se tornando inclusive um Safety Car (carro de segurança) no GP do Brasil em 1993. O sedan possuía um excelente espaço interno, com muita tecnologia, novos conceitos e linhas modernas. Logo na sua estreia, era oferecido em quatro portas e motor 2.0 de 8 válvulas, mas o carro precisaria se reinventar e, em 1993, passou a contar com motores de 16v com injeção eletrônica. Mais tarde, passou a contar com a versão turbo.

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