14/12/2020 voltar

Você conhece a Fórmula Indy?

A IndyCar Series é uma das principais categorias do automobilismo mundial. Confira mais sobre essa eletrizante competição!

A Fórmula Indy se consolidou ao longo de sua história e se tornou uma das principais competições de automobilismo do mundo. A história da Fórmula Indy se mistura com a história da Fórmula 1, pois em 1950, quando a F1 foi criada, o campeonato mundial incluía o resultado das 500 milhas de Indianápolis, e essa corrida deu origem à Indy.

A data que ela começou ainda é uma controvérsia. Há quem acredite que foi em 1956, quando a USAC (United States Auto Club) começou a organizar o campeonato. No período de 1979 a 1990, o termo Indy descrevia as corridas de carros conhecidos como “Open Whell”, nos Estados Unidos. A partir de 1996, passou a ser utilizado o nome oficial: Indy Racing League.

Atualmente, a Indy é uma das mais emblemáticas e arriscadas modalidades de automobilismo, já que os carros chegam a mais de 400km/h.

Logo Indycar Series 2020 (Divulgação/IndyCar Series)

Quer saber mais? Continue a leitura e confira:

Principais diferenças entre a Fórmula 1 e a Fórmula Indy

  • Na Indy, todas as equipes usam o mesmo chassi, fornecido pela Dallara, e com o mesmo projeto básico. Já na F1, cada equipe é responsável pela fabricação dos chassis ou por comprá-los de algum fornecedor;
  • A Fórmula Indy busca priorizar a competitividade entre os pilotos, enquanto a F1 sempre priorizou ter o máximo de tecnologia aplicada em seus carros;
  • Os carros da Fórmula Indy têm, no mínimo, 701kg nos circuitos ovais e 714kg em circuitos mistos. Os carros de Fórmula 1 devem pesar, no mínimo, 728kg com o piloto;
  • Quanto ao tamanho, o comprimento mínimo na Fórmula Indy é de 5,13m, com 2,01m de largura e a distância entre eixos deve ser entre 2,98m e 3,08m. Na Fórmula 1, o comprimento e a distância entre os eixos não têm medidas limitadas;


JONATHAN FERREY GETTY IMAGES

  • Os motores dos carros da Indy são fornecidos pela Honda e pela Chevrolet, eles são V6 e possuem velocidade do motor limitada a 12.000 rpm, o combustível deve ser E85. A potência desses motores variam entre 558cv e 760cv.

    Já na F1, os motores são fornecidos pela Ferrari, Renault, Honda e Mercedes. A Honda, no entanto, vai fornecer os motores à categoria somente até o fim da temporada de 2021, depois, irá concentrar seus esforços de pesquisa e desenvolvimento para o mundo da energia sustentável e de baixa emissão de carbono. Voltando a motorização dos carros de F1, eles possuem um motor V6 de 90 graus, com RPMs limitados a 15.000, a potência estimada gira em torno de 750cv e 1.000cv;
  • Os circuitos de cada competição: os da Indy podem ser divididos em quatro grupos: ovais longos, ovais curtos, circuitos mistos e os de rua, já os da Fórmula 1 estão espalhados em todo o mundo e são autódromos fechados ou circuitos de rua.
  • Diferentemente da F1, na Indy, nenhum piloto fica sem pontuar – o vencedor recebe 50 pontos, o 2° ganha 40, o 3° ganha 35; a 4° até a 10° colocação, a diferença entre uma posição e outra é de 2 pontos; de 32 pontos (4°) a 20 (10°). Já entre a 11° colocação e a 24°, a diferença é reduzida para 1 ponto (de 19 a 6 pontos) e os pilotos que ficarem na 25° posição ou abaixo, recebem 5 pontos.

Os brasileiros na Fórmula Indy


  • Emerson Fittipaldi

Foi o primeiro campeão nacional de F1, em 1972. O bicampeonato veio em 1974. Já em 1989, foi campeão da Fórmula Indy e foi ao pódio de Indianápolis das 500 milhas em dois momentos até 1993. Ao todo, obteve 22 vitórias e 17 pole positions na Indy. Além disso, foi na Indy que Fittipaldi sofreu o pior acidente de sua carreira, que quase o deixou paraplégico, em 1996.


IMS ARCHIVES


  • Raul Boesel

O piloto não tem nenhuma vitória dessa categoria no currículo, contudo, subiu 8 vezes ao pódio, dos quais cinco chegou em segundo lugar.

  • Roberto Pupo Moreno

Era conhecido como SuperSub, ou “supersubstituto”, por sempre estar disponível para substituir pilotos lesionados.

  • Christian Fittipaldi

O piloto é sobrinho de Emerson Fittipaldi e foi diversas vezes campeão de kart, conquistou as 500 milhas de Indianápolis em 1995 e se consagrou como o único brasileiro a correr em todas as principais categorias do automobilismo mundial.

  • Tony Kanaan

Foi descoberto aos 16 anos quando subiu ao pódio em uma corrida organizada por Ayrton Senna, e futuramente tornou-se o primeiro piloto da IndyCar Series a completar cada volta possível em uma temporada.

  • Gil de Ferran

Chegou à Indy em 1995 e foi duas vezes campeão pela Penske, em 2000 e 2001.

  • Maurício Gugelmin

Estreou na Indy pela Dick Simon, mas em 1995 passou a correr pela PacWest, e sua melhor temporada foi em 1997, quando conquistou o quarto lugar no campeonato.

  • Helio Castroneves

O piloto foi descoberto por Emerson Fittipaldi aos 19 anos e, em 1998, estreou na Fórmula Indy e ganhou as 500 milhas de Indianápolis em 2001, 2002 e 2009. Castroneves coleciona 22 vitórias e 33 poles positions e jamais tinha terminado abaixo do sexto lugar na classificação numa temporada completa até 2011.

O futuro do automobilismo

A Fórmula Indy é considerada o futuro do automobilismo, e uma grande prova disso é a permanecia da Honda até 2029 nessa categoria. Ou seja, enquanto firma um longo contrato com a Indy, a marca japonesa deixa a Fórmula 1 em 2022.

Outro ponto que favorece a afirmação que a Indy será o futuro é que a Liberty Media irá ser mais ativa na IndyCar através da Michael Shank Racing, uma escuderia novata de médio padrão. Sem dúvida, essa categoria é muito importante para o automobilismo mundial.


Reprodução Indycar

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